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A literatura engajada

Sartre e seus críticos

 

Em resposta aos seus críticos, – que diziam ser produzida por ele somente uma literatura engajada em opiniões políticas, e não a criação despretensiosa que devia ser – , Sartre escreve o ensaio “Que é literatura?” (1948). Nele, inicia determinando que a literatura não deve ser comparada com outras artes, a exemplo da música, e que músicos e outros artistas não devem palpitar em matéria de literatura como se fossem profundos conhecedores de uma suposta substância artística geral, esta que, em tese, valeria para todas as tão variadas expressões artísticas.

É certo, no argumento sartriano, que não existe paralelismo entre trabalhar com sons e cores e trabalhar com palavras, por exemplo. Forma e matéria se distinguem facilmente. Ademais, ele traça uma ideia interessante em favor de uma literatura engajada, formada no seio da existência humana. Como existencialista que é, explica minuciosamente o porquê de ter engajamento. Segundo ele, o escritor não tem opção, senão a de se engajar na humanização dos seres humanos por meio da sua intrínseca consciência, esta que, para todos, vem igualmente – e concomitantemente – à existência do mundo.

Para um entendimento mais aprofundado, sugiro fortemente “Sartre e a literatura”, um artigo escrito por Cláudio Viana. Claro que também deve haver o contato direto com a obra do escritor. Leia, portanto, a obra sartriana supracitada. Ao ler, lembre-se de duas coisas: o autor não está sempre certo; e o autor não está sempre errado. Dessa forma, imponha sua reflexão, raciocínio e faça comparações com seus conhecimentos prévios a fim de que sua leitura seja mais proveitosa. Recomendo, para o entendimento desses níveis e modos de ler, a obra “Como ler livros?”, do mais imponente filósofo da educação do século XX, o Mortimer Adler.

Finalmente, não poderia deixar de citar a esposa de Sartre, Simone de Beauvoir, professora, existencialista e expoente do feminismo: “Querer ser livre é também querer livres os outros”. A liberdade como fundamento dessa existência é edificante na filosofia dos autores: livres e radicais; questionáveis, porque humanos; e audazes no pensar. Sempre reincidem, mesmo com o tempo a tentar envelhece-los.

 

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Sobre o autor

Lucas é professor de inglês e bibliófilo. Leitor desde os 13 anos. carrega a paixão e o vício por leitura como se fosse desde o berço.

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